Hoje fui pela primeira vez visitar a biblioteca da minha cidade. Peguei meu primeiro livro emprestado dela.
Adentrei, com cuidado e atenta ao chão encerado, a pequena sala de recepção. Justamente hoje, sexta feira 13, fiz minha inscrição lá. Acho legal ter que devolver o livro que adotei depois de 7 dias. Pelo que vi no livro de assinaturas, a biblioteca já teve seus dias de glória, quero dizer, nos primeiros anos, muitas pessoas adotaram à biblioteca. Sou a leitora de número 3733.
Depois de vislumbrar as bibliotecas maiores e grandiosas do Rio, essa foi uma frustrante surpresa. Uma senhora, na recepção, levantou os olhos do jornal e me cumprimentou. Retribui a isso e perguntei se podia dar uma olhada nos livros infanto-juvenis da biblioteca. Ela inticou uma sala, uma pequena por à direita. Quanto entrei naquele quarto, lembrei imediatamente do Cemitério dos Livros Esquecidos. A iluminação mudou completamente, e o cheiro do esquecimento me entristeceu. Só havia livros antigos, nenhum que pudesse despertar a atenção de uma menina que gosta de romances e de best sellers atuais. Não que eu não goste, mas quero conhecer os clássicos, e foi isso que atraiu minha atenção.
Peguei o livro "A chave de Rebecca", de Follett. A cópia que adotei é muito mais velha que eu. A data de entraga da primeira vez que o livro foi emprestado era 12/12/94, e eu nasci em 98... Achei que, enquanto minha cópia de "As Crônicas de Nárnia" não chegasse, ia ficar vegetando. Mas pelo menos tenho o que fazer.
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